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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro: ‘Não tem chamada para a minha casa’ no dia da morte de Marielle

Equipe BR Político

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira, 30, que foi ele quem pediu ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) para publicar o vídeo mostrando o registro das gravações do condomínio Vivenda da Barra (onde o presidente tem uma casa) do dia do assassinato da vereadora Mairelle Franco.

“O meu filho foi na portaria e pegou os registros de voz, inclusive para aquele horário onde foi feita a ligação. Não foi para a casa minha e a voz que se apresenta está muito longe de ser a minha”, disse o presidente. De acordo com o Broadcast Político, quando questionado se conhece Elcio Queiroz, acusado de ser o motorista do carro em que estava o assassino de Marielle e do motorista Anderson Gomes, Bolsonaro disse que tirou foto com centenas de policiais.

O presidente também voltou a acusar o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de atuar junto à Polícia Civil para tentar incriminá-lo no caso do assassinato da vereadora. “Tem um registro (de ligação), sim, para casa outra. Agora, nos surpreende a qualquer um a Polícia Civil, o delegado que está fazendo o inquérito ignorar isso e inventar um depoimento que, no meu entender, foi por ordem e determinação do senhor governador Witzel para tentar me prejudicar”, afirmou.

Como você está acompanhando aqui no BRP, tudo começou com a matéria do JN a respeito do depoimento de um porteiro do condomínio onde Bolsonaro (então deputado) morava. O funcionário afirma que Elcio Queiroz entrou na portaria do condomínio e registrou que iria à casa 58, onde morava Bolsonaro. O presidente, no entanto, estava em Brasília naquele dia, segundo registros da Câmara. Em resposta à reportagem, o vereador Carlos publicou o vídeo com as gravações das solicitações de entrada ao condomínio feitas na data em questão.