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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro: ‘Não tem nenhum indício forte de que esse índio foi assassinado’

Equipe BR Político

Na manhã desta segunda-feira, 29, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou sobre invasão de garimpeiros em reserva da etnia Waiãpi, no Amapá. Na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a afirmar que pretende legalizar o garimpo no País, o que inclui a liberação da atividade em terras indígenas. Segundo o presidente, não há indícios fortes de que o cacique Emyra Wajãpi, encontrado morto na semana passada com sinais de facada, tenha sido assassinado. “Usam o índio como massa de manobra, para demarcar cada vez mais terras, dizer que estão sendo maltratados. Esse caso agora aqui… Não tem nenhum indício forte que esse índio foi assassinado lá. Chegaram várias possibilidades, a PF está lá, quem nós pudemos mandar já mandamos. Buscarei desvendar o caso e mostrar a verdade sobre isso aí”, disse o presidente.

Bolsonaro questionou o fato de que as terras indígenas demarcadas no Brasil ficam em áreas “riquíssimas”. “Esses territórios que estão nas mãos dos índios, mais de 90% nem sabem o que tem lá e mais cedo ou mais tarde vão se transformar em outros países. Está na cara que isso vai acontecer, a terra é riquíssima. Por que não legalizaram indígena em cima de terra pobre? Não existe. Há um interesse enorme de outros países de ganhar, de ter para si a soberania da Amazônia”, disse o presidente. Ele falou, ainda, que índio não faz lobby e não tem dinheiro. Na sequência, indagou: “Qual poder eles têm para demarcar uma terra deste tamanho? Poder de fora, será que não consegue enxergar isso? São milhares de ONG’s na Amazônia”, declarou. Bolsonaro citou como exemplo a terra indígena Yanomami, homologada pelo ex-presidente Fernando Collor, segundo o Broadcast Político.