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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro posta áudio citando guinada de Trump

Vera Magalhães

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Depois do pronunciamento em que instou o comércio a retomar as atividades e as escolas a reabrirem, e mesmo após a repercussão negativa imediata de políticos e instituições, o presidente Jair Bolsonaro postou na manhã desta quarta-feira, 25, um áudio de WhatsApp em que alguém não identificado resenha o discurso de Donald Trump em que ele instou os Estados Unidos a reabrirem até a Páscoa.

A pessoa “traduz” as medidas de Trump e repete que as perdas de vidas têm menos impacto na vida das pessoas que paralisar a economia.

O áudio foi postado no YouTube com uma imagem congelada em que aparecem Bolsonaro e Trump e a frase: “O Brasil não pode parar!”.

Na minha coluna desta quarta-feira no Estadão escrevi que a mudança de tom de Trump pautou o discurso de Bolsonaro. A repórter Jussara Freire informa hoje, também no Estadão, que o conteúdo da fala do presidente foi ditada por Carlos Bolsonaro e pelo chamado “gabinete do ódio” e pegou integrantes do Palácio do Planalto de surpresa.

O “conselheiro” das medidas de Bolsonaro diz que é preciso “rezar muito” para que o medicamento cloroquina, para malária, funcione, e que “se é para morrer, melhor morrer combatendo, de pé”.

Em seu post no Twitter que acompanha o áudio de WhatsApp do conselheiro anônimo, Bolsonaro diz que “38 milhões de autônomos já foram atingidos.

Se as empresas não produzirem não pagarão salários. Se a economia colapsar os servidores também não receberão. Devemos abrir o comércio e tudo fazer para preservar a saúde dos idosos e portadores de comorbidades”.