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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro preferiu não pôr um político na Educação

Marcelo de Moraes

Depois de decidir rifar Ricardo Vélez Rodríguez, Jair Bolsonaro recebeu sugestão de entregar o Ministério da Educação para algum partido e facilitar a montagem da sua articulação política com a abertura de espaços importantes no primeiro escalão. O presidente, porém, preferiu não adotar essa estratégia dessa vez.

Há uma avaliação dentro do governo que uma das boas medidas tomadas foi tentar mostrar que não seria feito loteamento político dos cargos públicos. Os poucos ministros com partido são da cota do presidente. A prova disso é que três políticos do DEM comandam pastas e a legenda segue sem entrar oficialmente na base de Bolsonaro. Além disso, foi levado em conta também que se a Educação fosse repassada para algum partido aumentaria a cobrança dos demais por espaços proporcionais dentro do governo, o que poderia atrapalhar mais a articulação política com o Congresso e carimbaria o governo com o rótulo do toma lá, dá cá. Apesar disso, o Planalto começa a dar sinais de que nos escalões inferiores está disposto a flexibilizar esse entendimento, abrindo vagas para indicações políticas como um gesto de aproximação com os partidos. /M.M.

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