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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro ‘previu’ que mortos por covid-19 não chegariam a 800

Vera Magalhães

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Nesta terça-feira o Brasil apresentou o maior número de mortes, de longe, registradas em 24 horas: 881. Ainda que haja o efeito “rebote” de eventuais subnotificações no fim de semana, o número é alarmante. E faz com que se cruze mais um marco: em 22 de março, em uma de suas lives, Jair Bolsonaro, no auge do desdém com a pandemia, disse que o total de mortos pelo novo coronavírus no País não chegaria a 800, número registrado pela H1N1 em 2019.

“O número de pessoas que morreram de H1N1 foi mais de 800 pessoas. A previsão é não chegar aí a essa quantidade de óbitos no tocante ao coronavírus”, disse Bolsonaro, em março.

O número de 800 óbitos foi alcançado logo depois da “previsão”, ou melhor, do chute do presidente. Em 8 de abril já havíamos passado de 800 mortes. Agora, a marca do presidente foi superada em um só dia. Nem antes, nem agora ele se desculpou ou se retratou por ter minimizado em tantas ocasiões, das mais diferentes formas, uma pandemia que já matou mais de 12 mil brasileiros e que não se sabe se já chegou ao pico.