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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro quer vacina de Oxford e não ‘daquele outro país’

Gustavo Zucchi

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Jair Bolsonaro rejeitou em transmissão ao vivo nas redes sociais desta quinta-feira, 30, as vacinas que estão sendo desenvolvidas pela China. O presidente “tranquilizou” sua militância ao dizer que seu governo não está negociando a droga que está sendo desenvolvida pelo principal parceiro comercial do Brasil. “Estamos no consórcio de Oxford. Serão 100 milhões de unidades. Não é daquele outro país não”, disse, sem citar a nação oriental.

Ainda ressaltou não precisar tomar a vacina porque já estaria “imunizado”. “Eu não preciso tomar porque já estou ‘safo'”, afirmou ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. A militância bolsolavista, afeita às teorias da conspiração, adotou uma postura anti-vacina, em especial a chinesa. Não é raro encontrar na internet posições de apoiadores do presidente dizendo que não tomarão a vacina.

Já a deselegância com a China não é novidade no clã Bolsonaro. Logo no advento da pandemia, o deputado Eduardo Bolsonaro entrou em atrito com o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, ao dizer que a China seria responsável por disseminar o coronavírus pelo mundo.

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