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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro questiona documento sobre morte de Fernando Santa Cruz

Equipe BR Político

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça, 30, que não existem documentos que possam comprovar como se deu a morte do pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, durante a ditadura militar, e questionou a veracidade dos documentos produzidos pela Comissão Nacional da Verdade, criada pela ex-presidente Dilma Rousseff. Ontem, o BR18 mostrou que o atestado de óbito de Santa Cruz indica que ele morreu “de causa não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro, no contexto da perseguição sistemática e generalizada à população identificada como opositora política ao regime ditatorial de 1964 a 1985”.

“Nós queremos desvendar crimes. A questão de 1964, não existem documentos se matou, não matou, isso aí é balela (…) Você quer documento para isso, meu Deus do céu. Documento é quando você casa, você se divorcia. Eles têm documentos dizendo o contrário?”, disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada após se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para falar sobre a votação em segundo turno da reforma da Previdência na Casa. Perguntado se poderia contestar oficialmente os documentos da comissão, Bolsonaro afirmou que não quer “mexer no passado” e que “pretende respeitar a lei da anistia de 1979”, disse.