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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro se compromete com reformas em reunião dos Brics

Equipe BR Político

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Com a agenda de reformas travada há semanas, o presidente Jair Bolsonaro reforçou, em reunião virtual da cúpula dso Brics, nesta terça-feira, 17, seu compromisso com reformas estruturantes no País. “Asseguro aos integrantes do Cebrics e ao empresariado brasileiro meu compromisso com as reformas estruturais, que garantirão um melhor ambiente de negócios e consequente aumento da produtividade dos fluxos de investimentos privados”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do chanceler Ernesto Araújo e do ministro da Economia, Paulo Guedes, em reunião da Cúpula dos Brics

O presidente Jair Bolsonaro ao lado do chanceler Ernesto Araújo e do ministro da Economia, Paulo Guedes, em reunião da Cúpula dos Brics Foto: Marcos Corrêa/PR

No Congresso as reformas só devem voltar à pauta depois do segundo turno das eleições, que ocorre no dia 29 deste mês.

Durante a reunião, o presidente também falou sobre a parceria com o Banco dos Brics, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), durante a pandemia. “O processo de expansão do banco é parte fundamental do nosso compromisso com uma nova arquitetura financeira internacional”, disse.

Multilateralismo e a China

Bolsonaro fez cobranças por “reformas” na Organização Mundial da Saúde, na Organização Mundial do Comércio e no Conselho de Segurança da ONU. Enquanto o chefe brasileiro fazia críticas às instituições, o presidente chinês Xi Jinping defendia o multilateralismo e atentava para a tendência nacionalista trazida pela pandemia. “O protecionismo e o unilateralismo têm crescido, mas temos que apoiar o multilateralismo”, disse, defendendo as instituições que Bolsonaro cirticou.

O presidente brasileiro foi pelo caminho oposto: “É preciso ressaltar que a crise mostrou a centralidade das nações para a solução dos problemas que hoje acometem o mundo. Temos que reconhecer a realidade que não foram os organismos internacionais que superaram o desafio, mas sim a coordenação entre os nossos países”, disse. Mesmo afirmanado que o Brasil estava aberto a investidores e ao comércio internacional, Bolsonaro falou em defender a democracia e as “prerrogativas soberanas dos países”.