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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro sugere ‘armação’ de Witzel contra Flávio

Equipe BR Político

Na avaliação do presidente Jair Bolsonaro, a operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), na quarta-feira, 18, em endereços do senador Flávio Bolsonaro (RJ) e do ex-assessor Fabrício Queiroz faz parte de uma “armação” contra seu filho. Nesta quinta, em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente insinuou que o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), estaria envolvido na suposta trama contra o senador.

Questionado se o MP persegue Flávio, o presidente respondeu: “Vocês sabem o caso do Witzel, foi amplamente divulgado aí, inteligência levantou, já foi gravado conversa entre dois marginais citando meu nome para dizer que eu sou miliciano. Armaram”. O presidente não deixou claro sobre qual levantamento de “inteligência” se referia. Em outubro, ao ser citado nas investigações do caso Marielle, Bolsonaro também sugeriu que havia um complô entre investigadores e o governador contra ele.

Ontem, o presidente se reuniu com Frederick Wassef, advogado de Flávio, horas após a operação. “Ele é meu advogado no caso Adélio”, justificou. Ainda sobre a ação contra o filho, ele disse: “Pergunta para o advogado”. E seguiu: “Eu respondo por mim”.