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por Marcelo de Moraes

Bolsonaro suspende compra de seringas: ‘Preços dispararam’

Equipe BR Político

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Mais de uma semana depois da fracassada tentativa do governo federal de adquirir seringas e agulhas para a vacinação contra a covid-19 – que ainda não tem data para começar – o presidente Jair Bolsonaro culpou a indústria nesta quarta-feira, 6, pelo insucesso e disse que o Ministério da Saúde suspendeu a compra do material até que os preços “voltem à normalidade”.

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro
Foto: Alan Santos/PR

No último dia 29, pregão realizado pelo Ministério da Saúde para comprar seringas e agulhas conseguiu garantir 7,9 milhões de unidades das 331,2 milhões que pretendia adquirir. As empresas justificaram o desinteresse dizendo que os preços pagos pelo governo estavam abaixo dos praticados no mercado.

“Como houve interesse do Ministério da Saúde em adquirir seringas para seu estoque regulador, os preços dispararam e o MS suspendeu a compra até que os preços voltem à normalidade. Estados e municípios têm estoques de seringas para o início das vacinações, já que a quantidade de vacinas num primeiro momento não é grande”, escreveu o presidente nas redes sociais.

Após conseguir comprar apenas 2,3% do material pretendido, o  governo federal restringiu a exportação de seringas e agulhas produzidas no País. Atualmente, o governo negocia a compra de estoques excedentes de seringas e agulhas na indústria nacional. A expectativa é garantir a entrega de 30 milhões de unidades em janeiro.

O presidente Bolsonaro ainda disse que “já que a quantidade de vacinas num primeiro momento não é grande”, Estados e municípios têm estoques de seringas suficientes para o início da vacinação contra a covid-19.

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