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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro teme ‘interferência externa’ na eleição de 2022

Equipe BR Político

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O presidente Jair Bolsonaro misturou nesta manhã de terça, 3, numa postagem as eleições nos Estados Unidos, eleição presidencial de 2022 no Brasil, avanço da esquerda na América do Sul e defesa da Amazônia neste dia em que os EUA escolhem o próximo ocupante da Casa Branca. O raciocínio parece ser de que, assim como nos EUA, o Brasil também pode passar por interferência externa no pleito de 2022 por países interessados na Amazônia com vistas à própria segurança alimentar.

A avaliação do desempenho pessoal do chefe do Palácio do Planalto tem aprovação ainda maior, de 52%

O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sá/AFP

Há o temor conhecido ainda de que a onda progressista que atingiu, por exemplo, a Argentina e Bolívia, possa chegar ao Brasil, o que é colocado por Bolsonaro como uma ameaça à liberdade ou abertura para a instalação do comunismo no País. “Não se trata apenas do Brasil. Devemos nos inteirar, cada vez mais, do porquê, e por ação de quem, a América do Sul está caminhando para a esquerda”.

O recurso da interferência externa foi usado quando o democrata Joe Biden, na frente segundo as pesquisas de intenções de voto nos EUA, afirmou que levantaria US$ 20 bilhões para salvar o bioma. Mas a briga de Bolsonaro sobre a soberania nacional é mais evidente com a França.

“No Brasil, em especial pelo seu potencial agropecuário, poderemos sofrer uma decisiva interferência externa, na busca, desde já, de uma política interna simpática a essas potências, visando às eleições de 2022”, escreveu no Twitter.

O plot da “batalha” incluiria o “domínio da Amazônia”. “Nessa batalha, fica evidente que a segurança alimentar, para alguns países, torna-se tão importante e aí se inclui, como prioridade, o domínio da própria Amazônia.”