Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bolsonaro volta a subir o tom após dia de ações contra bolsonaristas

Gustavo Zucchi

Exclusivo para assinantes

Mais uma vez, o presidente Jair Bolsonaro reagiu às ações do STF contra bolsonaristas subindo o tom. Após um dia em que buscas e apreensões foram realizadas e o sigilo bancário de parlamentares da base do governo foi quebrado, o presidente foi às redes sociais prometer “medidas legais” para proteger a “liberdade dos brasileiros”. “Não posso assistir calado enquanto direitos são violados e ideias são perseguidas. Por isso, tomarei todas as medidas legais possíveis para proteger a Constituição e a liberdade do dos brasileiros”, disse Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro Foto: Dida Sampaio/Estadão

No texto, o presidente foi além. Negou que seu governo seja autoritário e apontou o mesmo dedo para seus críticos. “Fingir naturalidade diante de tudo que está acontecendo só contribuiria para a sua [da democracia] completa destruição. Nada é mais autoritário do que atentar contra a liberdade de seu próprio povo”, escreveu.

“O que adversários apontam como ‘autoritarismo’ do governo e de seus apoiadores não passam de posicionamentos alinhados aos valores do nosso povo, que é, em sua grande maioria, conservador. A tentativa de excluir esse pensamento do debate público é que, de fato, é autoritária.”

Não foi a primeira vez que Bolsonaro reagiu com ameaças veladas após ações da Justiça contra seus aliados. Em 28 de maio, um dia após ação da PF de busca e apreensão no âmbito do inquérito que apura fake news contra o Supremo, o presidente foi ao  “cercadinho” do Palácio da Alvorada e, com direito aos tradicionais palavrões, prometeu: “Não haverá outro dia como ontem”, sem permitir que os jornalistas presentes fizessem perguntas.

Agora, menos de um mês depois, o Planalto viu no âmbito de outro inquérito, figurinhas carimbadas do bolsonarismo nas redes sociais e no Parlamento sofrerem novamente  uma ação da Polícia Federal ordenada pelo STF. No imbróglio da saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, Bolsonaro foi acusado de querer trocar o comando da PF justamente para proteção de aliados. Algo cujo próprio presidente deixou claro na reunião ministerial do dia 22 de abril, que acabou tendo sua gravação divulgada pelo ministro Celso de Mello.

Confira abaixo a sequência de tuítes de Jair Bolsonaro:

Tudo o que sabemos sobre:

Jair BolsonaroSTF