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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bombeiro é preso no caso Marielle

Equipe BR Político

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O bombeiro Maxwell Simões Correa foi preso por agentes do Ministério Público do Rio, da Corregedoria do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira, 10, acusado de obstruir as investigações dos assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Homenagem em escadaria de Pinheiros. A vereadora Marielle Franco foi assassinada em março de 2018, em um atentado que também matou o motorista Anderson Gomes Foto: Amanda Perobelli/Estadão

Segundo as investigações, no dia 13 de março de 2019, um dia depois das prisões dos ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, supostos autores dos crimes, Maxwell e os outros quatro ajudaram a ocultar armas de fogo e acessórios que pertenciam a Lessa. De acordo com o MP, Maxwell emprestou um veículo, entre os dias 13 e 14 de março de 2019, para Lessa guardar as armas, que depois seriam descartadas em alto mar.

Além do mandado de prisão, a operação batizada de Submersus 2 cumpriu mandados de busca e apreensão em dez endereços na cidade do Rio ligados a Maxwell e aos outros quatro investigados, presos durante a operação Submersus: Elaine Pereira Figueiredo Lessa, esposa de Ronnie; Bruno Pereira Figueiredo, cunhado dele; José Marcio Mantovano; Josinaldo Lucas Freitas, informou o Broadcast Político.

“A obstrução de Justiça praticada pelo denunciado, junto aos outros quatro denunciados, prejudicou de maneira considerável as investigações em curso e a ação penal deflagrada na ocasião da operação ‘Submersus’, na medida em que frustrou cumprimento de ordem judicial, impedindo a apreensão do vasto arsenal bélico ali ocultado e inviabilizando o avanço das investigações”, ressaltou o MP.

Os investigadores também afirmaram que o fato de a arma de fogo utilizada no crime ainda não ter sido localizada está ligado à ocultação praticada por Maxwell e os outros quatro presos.