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por Marcelo de Moraes

Boulos: ‘Às vezes, se superdimensiona eventual conflito com a Câmara’

Equipe BR Político

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Questionado sobre o futuro da governabilidade com minoria partidária na Câmara Municipal em eventual vitória no segundo turno à Prefeitura de São Paulo, o candidato Guilherme Boulos (PSOL) afirmou nesta quinta, 26, que, talvez, o tema esteja sendo superdimensionado. “Às vezes se superdimensiona um eventual conflito com o Legislativo de São Paulo”, disse ele em sabatina da Folha e UOL.

Boulos afirmou que é interesse dos vereadores aprovarem propostas que beneficiem a população, inclusive com o intuito de reeleição. Alegou também que, caso vença, será eleito com votos da maioria, o que lhe daria credibilidade para negociar suas pautas. Uma suposta trégua no início de governo também é aceita por seus oponentes no Legislativo, disse, para que o prefeito diga a que veio. Segundo ele, há uma certa “mistificação” sobre sua eventual chegada à Prefeitura. Boulos reiterou que a Câmara não vai ser contra projetos de natureza social, como atendimento noturno de UBS, reabertura de hospitais fechados ou formação de frentes de trabalho para fazer zeladoria da cidade, “independente de divisões partidárias e ideológicas”.

Seu partido elegeu 6 vereadores na Câmara, sendo a terceira maior bancada da Casa, junto ao DEM. Com os 8 do PT, somariam 14 apoios de um total de 55 parlamentares. O PSB elegeu 2. Como os petistas, o PSDB elegeu 8, três a menos que em 2016 – PT e PSDB são os dois primeiros colocados. Os demais: Republicanos (3), Podemos (3), PSD (3), MDB (3), Patriota (3), Novo (2), PL (2), PSL, PP, PV, PSC e PTB, 1.