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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Boulos atribui taxa de rejeição ao ‘preconceito’

Cassia Miranda

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Já ao final da sabatina Estadão, realizada nesta quarta-feira, 18, o candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, atribuiu ao “preconceito” parte da rejeição que seu nome tem entre os eleitores paulistanos.

Guilherme Boulos em sabatina do Estadão. Foto: Reprodução

“Eu atribuo, sobretudo, uma parte das pessoas que dizem que não votam em mim ao preconceito. Muita gente me conhece das fake news que recebem pelo whatsapp. Muita gente me conhece das mentiras que ouvem e que meus adversários adoram propagar”, justificou.

Perguntado pela editora do BRPolítico Vera Magalhães sobre o que faria para tentar reverter a taxa de 47,9% que dizem que não votariam nele “de jeito nenhum” – contra 34,7% de Bruno Covas (PSDB), segundo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado ontem – Boulos disse que deposita suas fichas no horário eleitoral.

No primeiro turno, o atual prefeito teve 3 minutos e 29 segundos de propaganda eleitoral, enquanto o candidato de esquerda teve 17 segundos. A partir de sexta-feira, 20, Covas e Boulos passam a ter a mesma quantidade de tempo na propaganda de rádio e TV: 10 minutos cada um.

“E aí eu vou ter a oportunidade de falar para a cidade de São Paulo, de me apresentar para a cidade de São Paulo, de contar a minha história, a minha trajetória, os meus projetos para a cidade de São Paulo, que eu não tive até aqui. Eu tenho certeza que isso vai ser capaz não só de reduzir uma eventual rejeição – e mesmo com essa rejeição eu consigo ganhar, tem 50% mais 1% -, mas também de fazer com que as pessoas compreendam, tenham empatia e tenham concordância”, disse Boulos.