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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: Acordo histórico UE-Mercosul é selado

Vera Magalhães

Por Vera Magalhães

A semana terminou com uma grande notícia para o Brasil. Foi assinado o acordo entre União Europeia e Mercosul, depois de exatos 20 anos de tratativas. Louros para o governo Bolsonaro?

Muitas mãos. Sim, evidentemente. Quem celebra o acordo tem os méritos por levar as tratativas a bom termo. Mas a negociação UE-Mercosul foi construída ao longo de sucessivos governos, e os termos finalmente consignados foram quase todos acertados no governo Temer, que avançou muitas casas na remoção de entraves que impediam sua formalização.

Detalhes. Os números do acordo são todos superlativos. A expectativa é de zerar as tarifas de cerca de 90% dos produtos que compõem o comércio bilateral entre os dois blocos em até 15 anos. O governo estima que, nesse período, as exportações brasileiras para a União Europeia terão um acréscimo de quase US$ 100 bilhões por ano. Espera-se também que o aumento dos investimentos no País seja da ordem de US$ 113 bilhões.

Mudou o tom. O anúncio do acordo, em Bruxelas, foi comemorado por Bolsonaro e integrantes de seu governo, e foi precedido de uma mudança de tom do presidente brasileiro e de sua comitiva na reunião do G-20 em Osaka, no Japão. A retórica beligerante de Bolsonaro em resposta a Angela Merkel e Emanuel Macron, que haviam feito cobranças quanto a compromissos ambientais do Brasil, deu lugar a conversas informais com ambos e até um convite para que o francês visite a Amazônia. As linhas gerais do discurso de Bolsonaro, que a princípio conteriam críticas à globalização, também foram suavizadas.

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