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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: As dores do pacto

Vera Magalhães

Por Vera Magalhães

No dia seguinte do anúncio do pacto entre os Poderes, entidades de juízes e a oposição criticaram a participação do STF em um entendimento político. Não é o único problema no caminho.

Bolsonaro brincalhão. Menos de 24 horas da foto do pacto, Bolsonaro se pôs a brincar em jantar no Clube Naval. Relatou que, em conversa reservada com Rodrigo Maia, brincou com ele que sua caneta tem mais poder que a do presidente da Câmara. À parte o chiste, a piadinha revela uma disputa por prerrogativas e a tentação do presidente de achar que pode governar por decretos.

Berlinda. Toffoli foi criticado pela Ajufe, a associação de juízes federais, e por políticos de oposição por integrar uma conversa eminentemente política, e por aventar a possibilidade de fechar um pacto sobre questões que o Supremo provavelmente terá de julgar no futuro.

Coaf como dantes. Enquanto o tal pacto não vem, o governo vai se virando como pode no Congresso. Depois de um apelo direto que uniu Bolsonaro, Sergio Moro e Paulo Guedes, os senadores do PSL desistiram de tentar restaurar o Coaf ao Ministério da Justiça e a MP 870 foi finalmente aprovada. Mas ainda há inconformados: o Podemos anuncia que vai ao STF. Deve dar com os burros n’água.

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