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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: Ataques a Villas Bôas causam comoção em Brasília

Equipe BR Político

Por Vera Magalhães

Estou em Brasília nesta semana e poucas vezes na história recente vi um fato provocar tanto mal estar quanto os ataques de Olavo de Carvalho ao general Eduardo Villas Bôas. 

Golpe baixo. O autoproclamado filósofo dedicou mais uma série de postagens com ataques aos militares, mas numa passou dos limites: disse que os generais se escondiam atrás de um homem preso a uma cadeira de rodas, numa referência Villas Bôas, que sofre de uma doença neurodegenerativa e que havia respondido ao “guru” do bolsonarismo no Twitter e em entrevista ao Estadão.

Ícones. Jair Bolsonaro, que colocou lenha na fogueira dos ataques aos militares no fim de semana, tentou contemporizar. Pediu o fim dos ataques entre as duas alas de apoiadores, mas enalteceu Olavo, a quem chamou de “ícone”. Seus filhos Carlos e Eduardo seguiram as homenagens, e o ideólogo manteve a artilharia: mais de 20 posts destemperados depois do aviso presidencial.

Unanimidade. Os desagravos ao ex-comandante do Exército uniram governistas, Centrão e oposição. Do PSL de Alexandre Frota ao PSB de Alessandro Molon, as manifestações de apoio a Villas Bôas e aos demais militares do governo foram a tônica no Congresso num dia em que o governo deveria estar concentrado no início dos trabalhos da Comissão Especial da Reforma da Previdência.

Dando os anéis. Não só a reforma ficou em segundo plano diante de mais um incêndio político como o governo se viu obrigado a ceder os anéis para conservar os dedos na medida provisória da reestruturação administrativa. O Centrão conseguiu arrancar a volta dos ministérios das Cidades e da Integração, que tinham sido fundidos na pasta do Desenvolvimento Regional.

Ficam os dedos? O relator da MP, que vem a ser o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), tenta manter o Coaf no Ministério da Justiça, como quer Sérgio Moro, mas é grande no Congresso o desejo de dar uma ferroada nas atribuições do ex-juiz. A disputa será no voto na Comissão Mista de Orçamento.

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