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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: Bolsonaro ‘chateado’ com o Supremo

Equipe BR Político

Por Vera Magalhães

A nova semana começa sem que o presidente dê sinais de que pretenda moderar sua retórica, mas se queixa da dos outros.

Sopa de letras. Mais um fim de semana e uma segunda-feira de verborragia presidencial. Bolsonaro não gostou de ter sido admoestado por Celso de Mello, na rara e importante entrevista que o decano do STF deu ao Estadão. Se disse chateado com o que entendeu serem ataques pessoais, quando Mello fez apenas observações institucionais, relativas aos limites das atribuições dos Poderes.

Metamorfose. Em entrevista à jornalista Leda Nagle, Bolsonaro voltou a defender o tal excludente de ilicitude, dizendo que criminosos vão morrer como “baratas” nas ruas, o que seria algo a ser comemorado.

Tudo em casa. O presidente também não se furtou a defender a nomeação de parentes — seus e de aliados — nos gabinetes parlamentares da família. Como não o faria? Afinal, ele acaba de nomear o filho Eduardo para a embaixada do Brasil em Washington e, ao defendê-la, disse que, se o Senado barrá-la, nomeará o rebento como chanceler, demitindo Ernesto Araújo — que de novo fingiu que não ouviu e segue no cargo, não sem se queixar de ter sido incompreendido por suas declarações negando o aquecimento global.

Trocas de cargos. Enquanto isso, aqueles que incomodam vão sendo substituídos. O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, anunciou Darcton Damião como presidente interino do INPE, no lugar de Ricardo Galvao, defenestrado por reagir às críticas desferidas pelo presidente e seus ministros ao órgão. Outro na alça de mira é o diretor do Coaf, Roberto Leonel, que criticou a decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, que sustou investigação contra Flavio Bolsonaro a partir de relatório do órgão — decisão esta com repercussão geral e potencial de paralisar várias investigações de lavagem de dinheiro.

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