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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: Bolsonaro tenta amenizar fala sobre o Inpe

Vera Magalhães

Por Vera Magalhães

Depois de uma semana marcada pela falta completa de filtro nas declarações, Jair Bolsonaro tentou atenuar suas críticas ao Inpe e aos dados do órgão sobre desmatamento. Foi bem sucedido?

Exagero e embargo. Como diz o ditado, a emenda saiu quase pior que o soneto. Embora tenha admitido que exagerou nas críticas, Bolsonaro, novamente, mostrou falta de compromisso com a impessoalidade e a transparência de dados públicos, ao sugerir que dados de levantamentos do Inpe sejam embargados e só divulgados depois de embargo com autoridades, para que o governo não seja pego de “calças curtas”.

Recuo na boleia. Enquanto isso, diante de outra controvérsia, o governo recuou para atender à pressão dos caminhoneiros, base de apoio bolsonarista desde a greve do ano passado. O ministro da Infra-Estrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, suspendeu a tabela de fretes divulgada na semana passada pela ANTT. Com isso, os motoristas suspenderam a ameaça de nova paralisação, mas querem ainda ter voz na definição do novo valor mínimo do frete. O governo vai se tornando, assim, refém político de uma categoria que mantém a permanente ameaça de paralisar a economia.

Mais recuo. Outra novela que teve desdobramentos foi a do FGTS. Depois de suspender o anúncio da nova liberação do saldo do FGTS por pressão das construtoras. Agora, a ideia é limitar a R$ 500 por pessoa para cada conta ativa e inativa.

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