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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: Economia patina, e ministro dança

Vera Magalhães

Por Vera Magalhães

O dia foi marcado pela divulgação do PIBinho do primeiro trimestre da gestão Jair Bolsonaro: menos 0,2%. Enquanto Paulo Guedes tenta algo para fazer a economia pegar no tranco, na ala ideológica do governo o ministro Abraham Weintraub aposta em vídeos polêmicos no dia em que professores e estudantes voltaram às ruas para protestar.

Patinando. O resultado levemente negativo da economia no primeiro trimestre foi puxado principalmente pelas exportações (-1,9% frente ao trimestre anterior) e pelos investimentos (-1,7%). Paulo Guedes tentou dar um ansiolítico aos analistas e agentes e antecipou o anúncio de medida ainda não finalizada para liberar saques do FGTS de contas ativas e inativas. No entanto, ele mesmo comparou a medida a uma chupeta na bateria de um carro –ou seja, emergencial, mas não duradoura.

Micando. Enquanto os números negativos da economia eram o tema do dia, o segundo protesto contra o contingenciamento de recursos da Educação flopou: os atos em todo o País foram bem menores que os primeiros, do dia 15, e também que as manifestações pró-governo, no dia 26.

Dançando. Antes de estudantes e professores irem às ruas, Abraham Weintraub foi às redes. Numa manifestação, incentivou pais e alunos a denunciarem eventuais coações de professores para que comparecessem aos protestos. Em outro vídeo, mais com cara de stand-up comedy, aparece bailando ao som de Singing in the Rain para dizer que “chovem” fake news sobre o MEC. O exemplo era reportagem que apontava contigenciamento de verbas para a reconstrução do Museu Nacional.

Desmentindo. Weintraub atribuiu os bloqueios a uma decisão da bancada do Rio, responsável pelas emendas. No fim do dia, no entanto, a coordenação da bancada divulgou nota em que mostra que o contingenciamento foi informado pela Casa Civil, que pediu apenas que deputados e senadores indicassem em que emendas ele seria feito.

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