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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: Governo em apuros no Congresso

Equipe BR Político

Por Vera Magalhães

No mesmo dia, o Congresso impingiu uma derrota ao governo, mais especificamente a Sérgio Moro, e contratou outra mais à frente: o decreto que liberou geral o porte de armas não passará dessa forma por lá.

Moro na frigideira. Eu avisei há algumas semanas: o ministro da Justiça precisa, com urgência, criar uma bancada que o defenda no parlamento. Segundo Rodrigo Maia disse em entrevista, ele até está se dedicando à política. Mas ainda não adiantou: por 14 votos a 11, a Comissão Mista de Orçamento alterou a MP 870 e devolveu o Coaf, órgão responsável por monitorar movimentações financeiras, para o Ministério da Economia.

Por que é importante? Porque Moro considera o Coaf peça fundamental da engrenagem que pretende montar para asfixiar financeiramente o crime organizado e para prevenir novos escândalos de corrupção, como o petrolão, desbaratado na Lava Jato.

Adeus às armas. O decreto do porte de armas, que foi sendo revelado aos poucos, não passou pela garganta do Congresso, que vê na iniciativa uma clara supressão de prerrogativas do Legislativo por parte do  Executivo. Maia tenta contemporizar e fazer com que parta do governo a iniciativa de sanear a medida. Se não conseguir, será mais um decreto derrubado na Câmara — já há oito projetos de decreto legislativo para isso.

Tchau, querido. Um dia depois de o TRF-2 derrubar a liminar que havia revogado a prisão de Michel Temer, o ex-presidente se apresentou à Polícia Federal. A demora se deu até que fosse analisado o pedido da defesa para que ele fique em São Paulo, que foi deferido.

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