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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: Governo terá pauta pesada para enfrentar no Congresso

Equipe BR Político

Por Marcelo de Moraes

Com a volta do Congresso ao trabalho, a partir da próxima segunda-feira, um enorme desafio se apresenta para o governo enfrentar nesse segundo semestre. Várias propostas, consideradas fundamentais para tentar retomar o crescimento do País, serão discutidas e o presidente Jair Bolsonaro, como já se viu anteriormente, está longe de possuir uma articulação política razoável.

Além de precisar concluir a votação da reforma da Previdência, o governo precisará se organizar para garantir a aprovação das MPs do FGTS e da Liberdade Econômica, definir qual reforma tributária apoiará, entre várias. Isso sem falar na tentativa de emplacar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como embaixador do Brasil nos Estados Unidos e administrar o desenrolar da CPI das Fakes News. Se sobrar um tempinho, poderá tentar resgatar da bacia das almas o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que segue mofando no Congresso.

Bandeira branca. Como boa parte dessas propostas diz respeito à área econômica, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve se reunir, também na segunda, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir esses cenários. Mas, mais importante do que isso, será uma reaproximação do ministro com Maia depois que os dois trocaram críticas quando a Câmara decidiu barrar o sistema de capitalização proposto por Guedes dentro da reforma da Previdência. Se for para valer, a reaproximação é um movimento político importante.

Favas contadas. Embora deva ser votado apenas na quarta, o segundo turno da reforma da Previdência deve ser aprovado sem grandes dramas. Será a confirmação de um resultado histórico, já que mexer com o tema sempre foi um dos assuntos mais complicados do Congresso. Mas, sempre é bom lembrar, que o Senado ainda precisa aprovar a matéria e a previsão para que esse processo seja concluído é em outubro.

Erro admitido. Depois de sofrer derrota grave no dia anterior no Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro provocou surpresa ao admitir que a Corte estava certa e que cometeu um erro ao editar pela segunda vez uma medida provisória sobre um assunto que já tinha sido rejeitado no Congresso. No caso, a proposta era a de passar para o Ministério da Agricultura a prerrogativa de demarcar terras indígenas no lugar da Funai. Conversei com Rodrigo Maia e ele me disse que gostou do gesto de Bolsonaro reconhecer o erro cometido pois mostrava respeito às decisões do Congresso.

Caiu. Se Bolsonaro causou surpresa com esse gesto, na briga pública com o INPE, o presidente não causou nenhum espanto. Depois de criticar duramente o trabalho da instituição no levantamento e na divulgação dos dados do desmatamento da Amazônia, Bolsonaro mandou exonerar Ricardo Galvão, diretor da instituição. Galvão não aceitou as críticas públicas feitas pelo presidente e afirmou que ele tinha agido de forma “pusilânime e covarde”. Com a queda de Galvão, sobram incertezas sobre como será o trabalho futuro do INPE, que deverá ser comandado por um oficial da Aeronáutica, e sobre a credibilidade dos seus dados.

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