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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: Previdência agora requer profissionalismo

Equipe BR Político

Por Vera Magalhães

O tempo do amadorismo ficou para a CCJ. A aprovação de uma reforma da Previdência robusta, agora, depende de profissionalizar a articulação política.

Para se alcançar esse objetivo, será fundamental que três personagens afinem o discurso e azeitem a relação: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Foco. Serão eles, tendo a equipe de Guedes como esteio técnico, que terão a missão de construir uma base segura para a aprovação da reforma na Comissão Especial e, depois, no plenário. Os erros da CCJ devem servir de alerta: menos lives para as redes sociais e mais atenção às manobras regimentais e à defesa técnica do texto da reforma.

Otimismo. Ao BR18, o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, demonstrou otimismo com o placar da CCJ e com o fato de partidos do chamado Centrão terem trocado representantes na comissão pouco dispostos a votar a reforma por outros mais comprometidos.

Condição. Maia vai centralizar o cronograma da Comissão Especial, razão pela qual não abriu mão de que relator e presidente sejam nomes afinados com ele – e tenham apoiado sua reeleição para o comando da Casa.

Fatura. Se o avanço da reforma na CCJ foi uma boa notícia para o governo Jair Bolsonaro, as pesquisas mostram a deterioração da avaliação do presidente, num sinal de que as dificuldades dos primeiros 100 dias de governo – muitas delas causadas por polêmicas auto-alimentadas – cobraram um preço em termos de aval da população ao governo. Pesquisa CNI/Ibope mostrou que são 35% os que avaliam o governo como ótimo ou bom – 14 pontos a menos que em janeiro.

Virar a página. Turbulências continuam também na relação entre Bolsonaro & filhos e o vice-presidente, Hamilton Mourão. Diante da insistência de Carlos em atacá-lo nas redes sociais e do fato de que também Eduardo engrossou o coro, em entrevista ao Estadão, Mourão acenou com distensão: repetiu que quando um não quer, dois não brigam, e apareceu ao lado de Bolsonaro em solenidade no Planalto.

 

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