Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: Reforma da Previdência combate privilégios, diz Guedes

Equipe BR Político

Por Vera Magalhães

Foi mais tranquilo desta vez. Sem ser chamado de “Tchutchuca” (ao menos até o fechamento desta edição), Paulo Guedes fez uma defesa enfática da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara que trata do tema.

Fiador. A ida do ministro ao colegiado neste momento foi um gesto do governo de boa vontade para com os deputados, assim como a concordância em recriar ministérios da Integração e das Cidades.

Aliviou. O clima parece menos tenso no Congresso que há algumas semanas, quando estive em Brasília no auge da crise entre o Executivo e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Partidos do Centrão dão mostras de que estão doidos para voltar a ser governo, desde que se sintam contemplados pela nova articulação política de Jair Bolsonaro.

Salto alto? O presidente, por sua vez, parece comemorar cedo demais. Em entrevista ao programa de Luciana Gimenez, disse que o governo já tem os votos para aprovar a medida, o que está muito, mas muito longe de ser verdade. Não tem e ainda precisa fazer muitas concessões para ter.

Desagravo, ainda. Para começar, precisa encerrar de uma vez por toda a guerra de facções em seu interior. O general Eduardo Villas Bôas esteve no Legislativo um dia depois de seu entrevero com Olavo de Carvalho (que, por sinal, passou os dias afinando para ele). Foi aclamado.

Retrogosto. Como não se pode passar um dia na atual gestão sem controvérsia, a desta quarta-feira, 8, veio do detalhamento do decreto que flexibilizaria o porte de armas para praticantes de clubes de tiro, caçadores e colecionadores – mas que acabou sendo estendido a várias categorias. A medida foi vista como um estímulo ao “faroeste” por especialistas e comemorada por seguidores do presidente. Vem ação judicial por aí. E, mais uma vez, Sérgio Moro foi ignorado em posições histórias suas. Até quando?

Tudo o que sabemos sobre:

BolsonaroPaulo GuedesVillas Bôas