por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BR18 Analisa: Santos Cruz sob fogo cruzado bolsonarista

Equipe BR Político

Por Vera Magalhães

É impreciso falar em fogo olavista. A fogueira em que arde o general Carlos Alberto Santos Cruz é a mesma em que ardeu Gustavo Bebianno: a chama bolsonarista.

Nasce no núcleo mais próximo ao presidente a campanha para derrubar o general da Secretaria de Governo. O próximo Jair Bolsonaro se encarregou de cornetar o ministro no Twitter. Depois de mais de 24 horas de ataques, tratou de dissimular a campanha ao dizer que não há grupos no interior do governo.

O que pega. O pano de fundo da campanha contra Santos Cruz nada tem a ver com uma suposta tentativa, por parte do militar, de disciplinar a internet, algo de que tratou de forma incidental em entrevista concedida a mim há mais de um mês. O que realmente opõe Santos Cruz aos bolsonaristas é que ele não quer abrir o cofre das verbas de publicidade da Secom, simples assim.

Militares unidos. O ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas saiu em defesa de Santos Cruz e da ala militar contra as diatribes de Olavo de Carvalho, que não fecha as comportas de impropérios. Não é um militar qualquer: Villas Bôas teve a importância para a eleição destacada pelo próprio Bolsonaro logo após a posse. Será difícil os olavetes partirem para cima dele com o beneplácito da família desta vez.

E a Previdência? Enquanto os bolsonaristas promovem guerrilha contra os militares, a reforma da Previdência fica em segundo plano em mais uma semana decisiva. Nesta terça, 7, a Comissão Especial começa seus trabalhos.

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