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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Brasil abriu mercados em 23 países, diz levantamento da FPA

Equipe BR Político

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) fez um prospecto positivo sobre a expansão da exportação brasileira de produtos agrícolas. Segundo um levantamento da frente, desde janeiro de 2019, o País conseguiu acesso a novos mercados em 23 países. De acordo com o estudo, que analisou o trabalho do Ministério da Agricultura até março, as missões oficiais do governo com a participação da ministra Tereza Cristina foram importantes para os acordos e abertura de 48 novos mercados ao Brasil na área. 

Mapa do estudo da FPA que indica os países com os quais o Brasil terá novos mercados para exportar

Mapa do estudo da FPA que indica os países com os quais o Brasil terá novos mercados para exportar Foto: Reprodução/FPA

Segundo o levantamento da bancada liderada pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS), a exportação de carnes, arroz e produtos lácteos será amplamente beneficiada nos próximos anos pelos acordos. A estimativa é que a venda brasileira da carne de frango à Índia, por exemplo, aumente entre 7% e 8% nos próximos anos. A viagem oficial à Índia foi uma das principais agendas internacionais do governo brasileiro no início deste ano. 

“Nestas visitas foi possível ampliar fronteiras comerciais, fazer novas conquistas de comércio e se está colhendo frutos importantes para a fortalecimento do agronegócio nacional”, afirmou Moreira. Na África, a frente estima que a abertura de mercados ao Brasil tem potencial de negócio de US$ 8 bilhões à área.

O cronograma assinado pelo Brasil e Argentina para eliminar barreiras técnicas, sanitárias e fitossanitárias entre os dois países até o final de 2020 também deve facilitar o comércio com o país vizinho e beneficiar as exportações brasileiras, diz a FPA. Além de países da América Latina e África, a bancada mapeou a abertura de novos mercados para produtos brasileiros também na Ásia, onde a China, país que já é o maior parceiro comercial brasileiro, e com o qual alguns integrantes do governo e o filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, têm nutrido rusgas, é destaque.