Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Brasil chega a 180 mil mortes e Mourão pede ‘copo meio cheio’

Gustavo Zucchi

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Faltou timing para a mensagem de fim de ano do vice-presidente Hamilton Mourão. No mesmo dia em que o Brasil bateu a marca de 180 mil mortes por coronavírus, com quase todos os Estados em alta no número de mortes e contaminados, Mourão publicou um texto de final de ano pedindo para olharmos “o copo meio cheio”. Publicado no site oficial do Planalto, o texto intitulado “Em nome do bem comum”  diz que “narrativas de derrota, de pessimismo e de insegurança têm de ficar para trás”.

“Em nome do bem comum, é chegado o momento de voltarmos a olhar para a frente, passando a visualizar o ‘copo meio cheio'”, diz o vice-presidente. “A atmosfera e as narrativas de derrota, de pessimismo e de insegurança têm de ficar para trás. É lamentável, um verdadeiro desserviço, vermos somente a apologia ao ruim, ao que não deu certo. Não é saudável para nossas vidas e para o nosso País”, afirma Mourão.

No texto, o general lembra dos desafios do coronavírus e das queimadas e do desmatamento na Amazônia, mas diz que quer “refletir sobre o lado promissor que o Brasil nos reserva”. “A cultura de só vender manchetes negativas, polêmicas e especulativas deve dar lugar ao gosto e à atração por ler e ouvir o lado positivo do nosso engajamento. É tempo de somar, juntar, multiplicar ações e sentimentos bons. Nas palavras do nosso Ministro das Comunicações: ‘É oportuno e necessário um armistício patriótico’.”

“Vamos contagiar nosso País com este sentimento de esperança tão nosso: a alegria de viver e de buscar o melhor! Vamos nos unir pela causa comum de atravessarmos as crises da melhor maneira possível. Somar esforços e possibilidades, cada um do jeito e da maneira que puder. Temos muito a fazer… E faremos!”