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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Brasil pode ter ecos da explosão de preço do petróleo

Vera Magalhães

A explosão internacional dos preços do barril de petróleo após ataque a instalações petrolíferas na Arábia Saudita deve movimentar os mercados no mundo, e ter repercussões políticas globais. No Brasil não será diferente, nos dois campos: os reflexos devem ser sentidos no mercado financeiro, ter impacto nos preços dos combustíveis e, consequentemente, gerar ruídos na política, como sempre acontece neste setor.

Fumaça é vista no campo de petróleo da Aramco em Buqyaq, Arábia Saudita, após ataque de grupo rebelde do Iêmen

Fumaça é vista no campo de petróleo da Aramco em Buqyaq, Arábia Saudita, após ataque de grupo rebelde do Iêmen. Foto: AFP

O barril do petróleo Brent disparou 19%, atingindo o maior nível desde maio, a US$ 71,95, enquanto outra classe de referência, a West Texas Intermediate, subiu 15%, para US$ 63,34.

Se a alta se mantiver por um período consideravelmente longo começará a polêmica a respeito de se a a Petrobrás deve aplicá-la aos preços nas bombas. E novamente estará em teste o liberalismo econômico da gestão Bolsonaro: o presidente já fez manifestações anteriores a la Dilma Rousseff sugerindo que a alta não fosse repassado. O dilema traz de volta o risco de manifestação dos caminhoneiros, uma espada que está permanentemente erguida sobre a cabeça de Bolsonaro desde que ele apoiou a greve da categoria em 2018 –se tornando assim seu refém político.

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