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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Brasil na OCDE ainda vai demorar, diz diretor

Equipe BR Político

A entrada efetiva do Brasil na OCDE pode durar até cinco anos, de acordo com o diretor de assuntos jurídicos da organização, Nicola Bonucci. A demora, no entanto, não envolve o empenho do governo brasileiro, mas sim questões burocráticas do grupo. Segundo afirmou ao Valor, os países-membros têm dificuldade para definir quais candidaturas priorizar e qual o calendário das adesões. Na OCDE, toda decisão tem de ser tomada por consenso. O Brasil já tem apoio formal do EUA para entrar no chamado “grupo dos países mais ricos”.

Mas o principal responsável pelos processos de adequação à organização se diz otimista com relação ao pedido brasileiro: “Tenho muita dificuldade de imaginar um cenário em que o Brasil fique de fora das novas adesões.” Bonucci afirma, porém, que o tempo mínimo do processo de adesão não será menor do que três anos e, no caso do Brasil, pelo tamanho da economia, pode levar até cinco anos, o que impediria o governo Bolsonaro de colher os frutos políticos da integração. “O Brasil tem todas as cartas. Faz parte da convenção anticorrupção da organização e o que se passou neste país nos últimos dois ou três anos atesta que há um trabalho sendo feito nesse sentido”, opina.

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