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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Brasil paga ONU e Brics, mas segue devendo a outras instituições

Equipe BR Político

O Brasil pagará, ao todo, R$ 1,815 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU) e para o Banco dos Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) ainda em 2019, após a aprovação, na noite de terça-feira (10), de um projeto de lei que altera o Orçamento deste ano pelo Congresso Nacional. Essa é a promessa do governo federal.

O pagamento, agora, só depende da chancela do presidente Jair Bolsonaro. O País, no entanto, não conseguirá quitar sua parte perante outras instituições internacionais, como Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Corporação Interamericana de Investimentos (BID Invest), e Agência Internacional de Desenvolvimento (AID).

Como informa o Estadão, caso não pagasse sua dívida com a ONU, o Brasil poderia perder o direito a voto na organização a partir de 1º de janeiro. Com a medida do governo federal, essa possibilidade foi afastada, mas, como o País ainda vai deixar de pagar sua cota às outras entidades, o Brasil corre o risco de ter sua nota rebaixada por agências classificadoras, que medem o grau de segurança para o investidor que pretende aplicar capital em um País.

Em nota, o Ministério da Economia disse que o governo trabalha para “compatibilizar o imperativo do ajuste fiscal com obrigações assumidas pelo País junto a organismos internacionais” e que as leis orçamentárias dos últimos anos não contemplaram todos os compromissos junto a mais de 100 instituições internacionais a que o Brasil é associado.