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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Brasil pode salvar a floresta ou destruí-la’, diz The Economist

Equipe BR Político

O futuro da Amazônia “nas mãos” do governo do presidente Jair Bolsonaro estampa a capa da revista britânica The Economist publicada nesta quinta-feira, 1. Para a publicação, o Brasil tem o poder de salvar ou destruir a maior floresta da Terra. Esse futuro, no entanto, vai depender que a política ambiental a ser adotada nos próximos anos não siga o modelo adotado nos últimos sete meses. “A maravilha natural da América do Sul pode estar perigosamente próxima do ponto de inflexão além do qual sua transformação gradual em algo mais próximo do estepe não pode ser impedida ou revertida”, diz o texto. Para a revista britânica, Bolsonaro está apressando esse processo – em nome, segundo ele, do desenvolvimento. “O colapso ecológico que suas políticas podem precipitar seria sentido com mais intensidade nas fronteiras de seu País, que circundam 80% da bacia – mas também irá muito além delas”, escreve a Economist, acrescentando que isso deve ser evitado.

O texto afirma que o Brasil diminuiu 17% da extensão original da floresta, mais do que a área total da França, para a construção de estradas e barragens, extração de madeira, mineração, agricultura de soja e pecuária. A publicação continua, dizendo que após um esforço do governo durante sete anos para retardar a destruição, ela voltou a crescer em 2013 por causa do enfraquecimento da fiscalização e da anistia ao desmatamento no passado. A recessão e a crise política, segundo o texto, reduziram ainda mais a capacidade do governo de aplicar regras. Embora o Congresso e os tribunais tenham bloqueado alguns dos esforços do presidente para tirar partes da Amazônia de seu status protegido, Bolsonaro deixou claro que os infratores de regras não têm nada a temer, apesar do fato de ele ter sido eleito para restaurar a lei e a ordem. A análise prossegue enfatizando que, como de 70% a 80% da extração madeireira na Amazônia é ilegal, a destruição aumentou para níveis recordes. “Desde que assumiu o cargo em janeiro, as árvores estão desaparecendo a uma taxa de mais de duas vezes o tamanho de Manhattans por semana”, alertou.

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