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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Brasil reage a críticas de Macron

Vera Magalhães

Expoentes do governo e de sua base de sustentação reagiram num tom elevado às críticas feitas pelo presidente da França, Emmanuel Macron, à política ambiental de Jair Bolsonaro e sua ameaça de suscitar a discussão do assunto na reunião do G7. O mais exacerbado foi o filho do presidente e candidato a futuro embaixador do Brasil em Washington, Eduardo Bolsonaro, que, mandando às favas qualquer diplomacia, compartilhou em sua conta no Twitter um vídeo em que um dos mais exaltados defensores do bolsonarismo chama Macron de idiota.

O chanceler Ernesto Araújo fez um longo fio, também no Twitter, dizendo que o Brasil está sendo alvo de uma campanha internacional injusta e feroz na questão ambiental pelo fato de Bolsonaro estar “reerguendo” o País. “Está introduzindo racionalidade nos debates sobre o meio ambiente e sobre o clima, protegendo o ambiente com soberania e sem histeria. Está governando o Brasil para os brasileiros, sem pedir permissão às ONGs ou aos controladores do discurso politicamente correto”, escreveu.

Por fim, o general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército e hoje assessor especial do governo, viu ataques à soberania do Brasil por parte da França nas declarações de Macron. “Com uma clareza dificilmente vista, estamos assistindo a mais um país europeu, dessa vez a França, por intermédio do seu presidente Macron, realizar ataques diretos à soberania brasileira, que inclui, objetivamente, ameaças de emprego do poder militar.” Em uma série de posts, o general elencou crimes ambientais históricos da França e listou uma série de personalidades que falam a verdade em questão ambiental que inclui o “comunista” Aldo Rebelo, relator do Código Florestal em 2011.

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