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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Brasil reconhece senadora autoproclamada presidente da Bolívia

Equipe BR Político

Já que o governo brasileiro reconheceu Juan Guaidó, o autoproclamado presidente da Venezuela, como presidente do país vizinho, não custava nada reconhecer também a senadora da oposição Jeanine Áñez como nova “presidente constitucional” da Bolívia, afinal, Nicolás Maduro e Evo Morales são considerados inimigos do Brasil pela atual gestão do Palácio do Planalto. A atitude foi a mesma do presidente Donald Trump. Jeanine se autoproclamou presidente a partir de uma interpretação controversa da Constituição boliviana e do regimento do Senado, recebendo aval do Tribunal Constitucional do país, o mesmo que foi questionado pela oposição quando decidiu que Evo Morales poderia se candidatar pela quarta vez, em 2017.

“O governo brasileiro congratula a senadora Jeanine Áñez por assumir constitucionalmente a Presidência da Bolívia e saúda sua determinação de trabalhar pela pacificação do país e pela pronta realização de eleições gerais. O Brasil deseja aprofundar a fraterna amizade com a Bolívia”, afirmou o Itamaraty, em nota divulgada na madrugada desta quarta-feira, dia 13, ou seja, como se diz nos países hispanohablantes, num plis-plas (vapt-vupt).

Ex-apresentadora de TV, a senadora ingressou no palácio presidencial em La Paz com uma Bíblia nas mãos e prometeu convocar novas eleições gerais para 22 de janeiro. A posse dela se deu em uma sessão esvaziada, sem quórum no Parlamento, questionada pelo majoritário Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Evo Morales.