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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Brasil registra 100.240 mortes por covid-19

Equipe BR Político

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O Brasil atingiu neste sábado, 8, a marca dos 100 mil mortos por covid-19, segundo informações do Consórcio de Veículos de Imprensa. São 100.240 óbitos com 2.988.796 casos da doença. O Brasil está atrás somente dos Estados Unidos, que em maio bateram a marca e hoje computam 160 mil mortos. As perspectivas ainda são as piores, a julgar que o País mantém média móvel de mortes na casa de 1 mil por dia há várias semanas. Em infográfico sobre o tema, o Estadão cita que se o País fizesse 1 minuto de silêncio em homenagem a cada vítima, teria de passar 70 dias calado.

Tido como a forma mais eficaz de combate ao novo coronavírus, enquanto as promissoras vacinas não chegam, o isolamento social virou conto de carochinha para grande parte dos brasileiros preocupados hoje com as compras do Dia dos Pais, o lazer nas areias de várias praias do País – fato que pode ser conferido especialmente na Baixada Santista -, o futebolzinho do Campeonato Brasileiro na telinha daquele barzinho da vizinhança, aquela voltinha básica num shopping para contemplar as vitrines ou o passeio com as crianças sem uso de máscara pela pracinha.

Centro de Manaus. Foto Sandro Pereira/Foto Arena

Coordenador do núcleo de epidemiologia e vigilância em saúde da Fiocruz Brasília, o médico sanitarista Claudio Maierovitch avalia que a falta de coordenação do governo federal acabou confundindo a população. “Cinco meses depois, continuamos sem plano e sem liderança. Se tivéssemos isso, poderíamos ter bem definidas quais medidas devem ser recomendadas em cada estágio da pandemia, o que é importante se pensarmos que há situações diferentes de transmissão de acordo com a região do País.”

A primeira morte por coronavírus no Brasil aconteceu no dia 12 de março, após a crise sanitária já ter afetado outros países como China, Itália e Estados Unidos. A partir de então, os casos saltaram exponencialmente. Menos de dois meses depois, em maio, eram 10 mil óbitos. Ainda em junho, o País chegou a 50 mil – contingente que já era maior do que as mortes provocadas por outras doenças, catástrofes naturais, grandes tragédias ou violência urbana.

No período, o governo promoveu duas trocas de ministro da Saúde, com a queda de Luiz Henrique Mandetta e a passagem relâmpago de Nelson Teich, ambos médicos. Há quase três meses, o cargo é ocupado interinamente pelo general Eduardo Pazuello. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro questiona: “e daí?”.

 

 

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