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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Brasil tem cerca de 9 milhões de medicamentos à base de cloroquina

Equipe BR Político

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A indústria farmacêutica brasileira faz seus cálculos de estoque e produção de medicamentos à base de cloroquina e hidroxicloroquina no momento em que o presidente Jair Bolsonaro pede distribuição mais ampla do produto para pacientes com casos leves da covid-19. O setor contabiliza cerca de 8,9 milhões de comprimidos feitos com as substâncias. Segundo informa o Estadão nesta quinta, 9, a Aspen Farmacêutica tem maior parte do estoque, cerca de 5,15 milhões de remédios. Em seguida, a Fiocruz, com 3 milhões. O Laboratório do Exército está com estoque zerado. O grupo EMS disse à Anvisa que pode fabricar até 1,4 milhão de comprimidos de sulfato de hidroxicloroquina 400 mg no começo de abril.  Já a Aspen projetou mais 5,8 milhões de unidades até 24 de abril. A Cristália afirmou conseguir fabricar 1,35 milhão de comprimidos nas próximas semanas. Já a Fiocruz estimou para a Anvisa que entrega 4 milhões de unidades em até 30 dias a partir do pedido para a produção.

O ministro Luiz Henrique Mandetta reiterou na terça-feira, 7, que não está nos planos, considerando os estudos atuais, liberar de forma mais ampla o produto. A ideia é que o tratamento seja feito em ambiente controlado. O ministério recomenda o uso dos produtos a pacientes internados. Mandetta reafirmou na terça que médicos sempre puderam receitar o tratamento a casos mais leves, assumindo riscos e responsabilidades.