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por Marcelo de Moraes

Brasil tem que ‘rebolar’ para importar vacina da Índia

Equipe BR Político

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A corrida mundial por vacina contra a covid-19 já complica a vida do Brasil. O governo federal pressiona o governo indiano, com o qual o presidente Jair Bolsonaro nutre simpatia, a liberar a exportação de vacinas contra a doença desenvolvidas pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, em planta na Índia da AstraZeneca, o que permitiria antecipar para janeiro o calendário de imunização no Brasil.

Sede da Fiocruz no Rio. Foto: Fiocruz

Ontem, o CEO do Instituto Serum da Índia, que fabrica as doses da AstraZeneca, Adar Poonawalla, disse que o país não permitirá a exportação. “Só podemos dar (as vacinas) ao governo da Índia no momento”, disse Poonawalla. Segundo ele, a exportação de vacinas para a Covax (iniciativa da Organização Mundial de Saúde para garantir acesso equitativo aos imunizantes contra a covid-19) deve começar apenas em março ou abril.

A importação de 2 milhões de doses prontas da AstraZeneca foi autorizada no dia 31 de dezembro pela Anvisa. Como se trata de importação excepcional, a Anvisa exige que as vacinas fiquem sob a guarda da Fiocruz até que seja dado o registro ou aval de uso emergencial.

O governo investiu cerca de R$ 2 bilhões para a compra de doses e transferência de tecnologia para a Fiocruz.

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