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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Brasil ultrapassa EUA em óbitos de enfermeiros

Equipe BR Político

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Segundo dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicados no último dia 7, 98 profissionais da área morreram em decorrência da covid-19 no Brasil, ultrapassando os EUA, o epicentro hoje da pandemia do novo coronavírus, com 91 registros de óbitos de enfermeiras e enfermeiros. No mundo todo, de acordo com o Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN), 260 profissionais de enfermagem morreram pela doença.

Ato de enfermeiros em Brasília em homenagem aos colegas que morreram na linha de frente

Ato de enfermeiros em Brasília em homenagem aos colegas que morreram na linha de frente Foto: Gabriela Biló/Estadão

Dos 98 mortos no Brasil, 25 eram enfermeiros, 56, técnicos; 17, auxiliares de enfermagem, e 67% eram mulheres. O Cofen também informou que há cerca de 3 mil casos confirmados de covid entre enfermeiros, chegando a 11 mil quando somados os casos suspeitos.

É preciso cautela na leitura dos dados, no entanto, devido às subnotificações. “A falta de dados oficiais sobre infecções e mortes entre enfermeiros e outros profissionais de saúde é escandalosa. Enfermeiras e profissionais de saúde foram expostos a um risco maior devido à falta de EPI e à falta de preparação para essa pandemia. Como resultado, vimos taxas de infecção e, tragicamente, as mortes aumentam diariamente. A falha dos governos em coletar essas informações de maneira consistente significa que não temos os dados que, adicionados à ciência, poderiam melhorar as medidas de controle e prevenção de infecções e salvar a vida de outros profissionais de saúde. Se os governos falharem em agir sobre isso, receio que possamos relembrar essa pandemia e contar os mortos entre nossos colegas de enfermagem aos milhares”, disse Howard Catton, chefe-executivo do ICN, em nota.

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