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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Brasil vira destaque no exterior por secretário parafraseando nazista

Gustavo Zucchi

Não foram apenas os brasileiras que foram pegos de surpresa com o agora ex-secretário da Cultura parafraseando o ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Joseph Gobbels. Alguns dos principais jornais do mundo também deram destaque para o vídeo de Roberto Alvim recheado de referências ao regime genocida. O New York Times, por exemplo, disse que o caso foi “o último ponto de ignição em um debate mais amplo sobre liberdade de expressão e cultura na era Bolsonaro”. “O presidente fez campanha prometendo uma correção de rumo após uma era de governos de esquerda, os quais ele acusou de tentar impor o ‘marxismo cultural'”, escreveu o jornal.

Outro jornal norte-americano, o The Washington Post, disse que “mais uma vez, foram levantadas questões sobre as tendências autoritárias” do governo de Jair Bolsonaro. “(O governo) cujas altas autoridades publicaram publicamente a ideia de rescindir direitos, criticaram a democracia, lamentaram o colapso da ditadura militar e ameaçaram reprimir a imprensa.” Já o britânico The Guardian relatou o caso lembrando que Alvim nomeou para a Funante Dante Montovani, que defende a ideia de que o rock estimula o “satanismo e o aborto”.