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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bretas explica encontro com Bolsonaro

Vera Magalhães

O juiz Marcelo Bretas publicou em sua conta no Twitter uma nota explicando sua participação em evento gospel no último fim de semana ao lado do presidente Jair Bolsonaro, do prefeito Marcelo Crivella e de outros políticos. Ele está sendo questionado pela Ordem dos Advogados do Brasil, que apresentou uma representação ao Conselho Nacional de Justiça apontando afronta à Constituição e à lei orgânica da magistratura em sua participação no ato.

Foto: Reprodução

Na nota, Bretas diz que no dia 15 recebeu de Bolsonaro “o honroso convite para acompanhá-lo em sua agenda oficial no Rio de Janeiro”. Segundo ele, a participação de juízes em eventos dos demais poderes é “comum”, e expressa “harmonia” entre eles.

Ele confirma que foi à base aérea “recepcionar” Bolsonaro e seguiu com ele na comitiva presidencial. “Esclareço, ainda, que em nenhum momento cogitou-se tratar de eventos político-partidários, mas apenas de solenidades de caráter técnico/institucional (obra) e religioso (Culto).”

Na conclusão, Bretas recorre ao fato de ser evangélico para explicar a proximidade com Bolsonaro. “Por fim, esclareço que desde sempre professo a Fé Cristã Evangélica, e que fui muito bem recebido pelo Pastor RR Soares, responsável pelo evento, com quem orei e entoei louvores ao nosso Deus.”

Bretas é o representante da Lava Jato no Rio. Nesta condição, por exemplo, aceitou o pedido de prisão preventiva do antecessor de Bolsonaro, Michel Temer, depois revogado, que foi comemorado por aliados do presidente na ocasião. Também cabe a ele julgar outros políticos envolvidos nas irregularidadades.

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