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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bretas ignora 3 fatos recentes ao decidir prisão

Equipe BR Político

O despacho do juiz Marcelo Bretas ordenando a prisão preventiva de Michel Temer e outras dez pessoas ignorou três fatos recentes levantados pela força-tarefa da Lava Jato que justificariam, no entender do Ministério Público Federal, os pedidos. Reportagem da Folha coteja o pedido de mais de 300 páginas com a decisão do juiz –que classifiquei aqui no BR18 como um documento político para se contrapor ao STF– e mostra quais são esses pontos. São eles: a tentativa de depósito de R$ 20 milhões em espécie numa conta bancária de empresa do coronel João Baptista Lima, indícios apontados pelos procuradores de recursos depositados no exterior, a tentativa de contra-espionagem a agentes que investigavam Temer e Moreira Franco.

Como são os fatos mais recentes arrolados pelos procuradores, a dúvida que resta é: Bretas os considerou irrelevantes ou não comprovados ou não atentou para o conjunto do pedido do Ministério Público? O fato mais recente apontado por Bretas é de 2017. Súmula do STF proíbe a decretação de prisão preventiva por fatos antigos. / V.M.