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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Bretas será julgado na semana que vem por presença em ato com Bolsonaro

Equipe BR Político

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O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) marcou para a próxima quinta-feira, 17, o julgamento do processo que tem como alvo o juiz da Lava Jato Marcelo Bretas, que atua na 7ª Vara Federal Criminal do Rio, pela participação em eventos ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos). Aberto por uma reclamação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em fevereiro, o processo questiona se o juiz cometeu ato político-partidário ao ir à inauguração da alçada de ligação da ponte Rio-Niterói com a Linha Vermelha e a um ato gospel na Praia de Botafogo

Atos de caráter político-partidários são vedados na magistratura. Em fevereiro, Bretas negou que tivesse violado as leis da profissão e afirmou que os eventos a que compareceu ao lado de Bolsonaro e Crivella se trataram de “solenidades de caráter técnico/institucional (obra) e religioso (culto).”

A investigação foi aberta em maio por determinação do atual presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, quando era corregedor nacional de Justiça. Nesta semana, pouco antes da data para a qual foi marcado o seu julgamento, Bretas ordenou uma ação de busca e apreensão na casa do filho de Martins, o advogado Eduardo Martins, no âmbito da Operação E$quema S. O filho do magistrado é acusado de ter recebido cerca de R$ 83 milhões para influenciar decisões na Corte superior.