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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O caos no INSS

Equipe BR Político

O principal editorial do Estadão desta quarta-feira trata da solução encontrada pelo governo para aplacar as gigantescas filas que se formam em agências do INSS, de pessoas tentando receber benefícios como aposentadoria: convocar reservistas para atender o público. O jornal aponta que se trata de um improviso, algo que vem se tornando praxe no governo Bolsonaro.  “Apenas agora, passados dois meses da aprovação da aguardada reforma da Previdência, o governo federal decidiu agir e executar uma “operação de guerra” para pôr fim à fila de processos no INSS. É quase sempre assim, uma administração pública eminentemente reativa, incapaz de antever problemas e pensar em soluções, seja por incompetência, seja por má vontade”, pontua o texto.

A fila do INSS também é tema de colunistas dos principais jornais. Em seu artigo na Folha e no Globo, Elio Gaspari compara o governo a uma “quitanda”, que precisa abrir todo dia tendo produtos e troco para a clientela. “Como a quitanda não tem berinjelas nem troco, pela primeira vez em muitos anos reapareceram as filas na porta de agências do INSS. Estima-se que 1,3 milhão de pessoas estão com seus processos encalhados. Desde 13 de novembro nenhum pedido de aposentadoria foi atendido. O óbvio: essas coisas só acontecem com gente do andar de baixo”, escreve.

Também no Globo, Bernardo Mello Franco diz que o improviso que apontam os textos anteriores não se deu por falta de aviso prévio: há cinco meses o Ministério Público recomendou que o governo preenchesse vagas ociosas de servidores do INSS, sob risco de pane, mas preferiu congelar concursos em nome da redução de gastos. “No discurso de Guedes, a medida ajudaria o governo a equilibrar o caixa e alcançar o sonhado trilhão de reais. No mundo real, produziu um colapso administrativo e ressuscitou a fila do INSS.