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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O desenrolar da crise EUA x Irã

Equipe BR Político

O ano começou sacudido pelo ataque perpetrado pelos Estados Unidos em Bagdá, que matou o general Qassim Suleimani, um herói nacional no Irã, e desencadeou uma série de ameaças de reações por parte do governo iraniano e também do aliado Iraque, que passou a exigir a retirada das tropas norte-americanas de seu território.

A crise prossegue sua escalada nesta semana. Donald Trump mantém a retórica da superioridade norte-americana, ao dizer que para que os Estados Unidos abram mão de bases militares instaladas no Iraque por governos anteriores ao seu, ao custo de bilhões de dólares, aquele país terá de pagar por isso.

Ele afirmou que a insistência iraquiana na retirada dos EUA do país sem indenização fará com que o governo norte-americano cobre “sanções nunca antes vistas”, que farão com que as ameaças do Irã se pareçam com um problema doméstico.

O The New York Times mostra que a escalada de revolta no Irã com a morte de Suleimani está longe de arrefecer. O general nomeado para o seu lugar reiterou a promessa de vingança. “Deus, o Todo Poderoso, prometeu se vingar”, discursou Esmail Ghaani, que assumirá a Força Quad, braço das Forças Armadas do Irã responsável pelas ações no exterior. O funeral de Suleimani prossegue, com milhares de pessoas em Teerã velando o herói e pedindo vingança.

Em editorial, o NYT conclama o Congresso a parar a escalada de Trump rumo a uma guerra no Oriente Médio. O The Washington Post informa que Nancy Pelosi está disposta a votar restrições aos poderes de Trump de determinar uma guerra.