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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editorais

Equipe BR Político

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O Estadão desde sábado traz um editorial pedindo que a escalada de crises protagonizada por Jair Bolsonaro seja interrompida. Para isso, o jornal diz que o governo é conduzido sob o signo de Tânatos, o deus da morte da mitologia grega. “O governo de Jair Bolsonaro é conduzido sob o signo de Tânatos, o deus da morte na mitologia grega. Dedica-se desde sempre à destruição – primeiro, dos inimigos, reais e imaginários; depois, dos próprios aliados, inclusive ministros que lhe devotavam lealdade; e, afinal, a si mesmo, inviabilizando-se como presidente. É preciso interromper essa escalada antes que Bolsonaro destrua, por fim, o próprio País.”

As confusões do Ministério da Educação, comandado por Abraham Weintraub, também são debate no jornal. “A rigor, é incorreto afirmar que o Ministério da Educação (MEC) segue à deriva. A julgar pelas ações e palavras do ministro Abraham Weintraub, há um direcionamento muito claro para a pasta: criar o máximo de confusões que alguém inepto e movido por um inexplicável desejo de vingança é capaz de produzir. E neste intento, a bem da verdade, não há quem possa dizer que a assim chamada “gestão” de Weintraub à frente de um dos mais importantes Ministérios da Esplanada não seja um sucesso. Assim deve ver o seu chefe imediato, o presidente Jair Bolsonaro, que há mais de um ano o mantém no cargo a despeito do incontornável fato de que seu ministro nada fez de relevante para o desenvolvimento da educação no País até agora. E nada indica que fará.”

Outro editorial discute também a situação da economia em meio a pandemia de coronavírus. “Para o bem e para o mal, o coronavírus mexeu nas contas externas do Brasil em março, devorando reservas, diminuindo viagens para fora e invertendo a mão dos investimentos entre matrizes no Brasil e filiais no exterior. O resultado geral do mês foi até positivo, com superávit de US$ 868 milhões, um número mais apreciável quando comparado com o saldo de março de 2019, um déficit de US$ 2,66 bilhões. Comemorar seria um exagero, porque a crise internacional é profunda e há muita insegurança nos mercados. Mas é possível anotar alguns dados positivos. O investimento direto continua mais que suficiente para cobrir o buraco nas transações correntes, o endividamento em moeda estrangeira é moderado e o risco de grandes problemas cambiais parece distante.”

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