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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial desta quinta-feira, 15, do Estadão defende que os servidores públicos se juntem à maioria dos trabalhadores do setor privado e façam sacrifícios. “O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, defendeu o congelamento dos salários do funcionalismo público por até dois anos, pois ‘o exemplo tem que vir de cima’ no enfrentamento da pandemia de covid-19. Afinal, se milhões de trabalhadores do setor privado estão sendo sacrificados, seja na forma de redução de salários, seja em razão de desemprego, como consequência do impacto da pandemia na economia, não há argumento plausível para que os servidores públicos – que gozam, ademais, de estabilidade – também não tenham seus vencimentos reduzidos ou congelados.”

Em outro texto, o jornal trata do rombo nas contas públicas que será gerado pela pandemia. “Quando a pandemia ceder e a mortandade cair, o Brasil começará a pagar a conta dos gastos emergenciais para proteção da vida e apoio aos trabalhadores. Até dezembro o rombo nas contas públicas poderá chegar a R$ 600 bilhões, sem contar os juros. O buraco previsto no começo do ano será multiplicado por quatro ou cinco. O governo geral estará muito mais endividado. No fim de 2020 a dívida bruta poderá estar entre 85% e 90% do Produto Interno Bruto (PIB). Em fevereiro, estava em R$ 611 bilhões e a proporção era de 76,5%. Com muito trabalho, a equipe econômica tentava mantê-la abaixo de 80%. Também se abandonou essa meta, quando foi preciso destinar mais dinheiro à saúde e atenuar os efeitos econômicos da covid-19. Mas a dívida será administrável, se o governo mantiver o compromisso com a seriedade fiscal e com a pauta de reformas, disse o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, ao apresentar as novas estimativas. O recado implícito é claro: são condições para o governo preservar a confiança de quem o financia.”

O Estadão ainda trata da importância do Sistema Único de Saúde (SUS) no combate ao coronavírus. “Não fosse o SUS, o País estaria em situação muito pior no enfrentamento da maior emergência sanitária em um século, a pandemia de covid-19. Se os britânicos podem se orgulhar de seu serviço público de saúde, aos brasileiros não faltam razões para que também se orgulhem do seu. É necessário, pois, que a União, os Estados e os municípios, nos limites de suas responsabilidades, invistam no SUS para que o sistema seja aprimorado e possa entregar com mais qualidade tudo o que dele a Nação espera.”

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