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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste domingo, 19, editorial do Estadão trata dos problemas que a grande quantidade de informais no Brasil traz e que são explicitados durante a pandemia de coronavírus. “Dezenas de milhões de pessoas vulneráveis entraram no radar do governo com a chegada do coronavírus. Cerca de 75 milhões ganharam acesso à ajuda mensal de R$ 600 por três meses, com base no primeiro grande pacote de apoio aos mais necessitados. Outros 7,5 milhões poderão receber o benefício, se for mantida a ampliação recém-aprovada na Câmara dos Deputados. Dinheiro já foi creditado para muita gente. Para muitos beneficiários foi preciso criar, às pressas, contas bancárias. Milhares formaram filas diante de agências da Caixa, embora os procedimentos, em princípio, fossem realizáveis por meio eletrônico. Quantos sabiam disso e quantos tinham acesso à internet? Era preciso socorrer o maior número possível, até para conter o contágio, mas logo surgiram dificuldades inesperadas. Na emergência, pobreza e desigualdade tornaram-se obstáculos adicionais à ação governamental, no Brasil e na maior parte dos países latino-americanos.”

O jornal também discute os desafios da imprensa escrita na crise. “Muitos temem que a pandemia seja o golpe de misericórdia nos jornais, encerrando quase quatro séculos de história. A verdade é que ela está acelerando traumaticamente a transição do jornalismo escrito do papel para as telas. Muitos perecerão na travessia, mas a fome por notícias confiáveis despertada pelo vírus sugere que uma nova história está apenas começando. Hoje, mais do que nunca, as pessoas se dão conta de que um debate aberto embasado pela apuração profissional pode fazer a diferença entre a vida e a morte, e de que, nas palavras do dr. Li, ‘uma sociedade saudável não pode ter apenas uma voz’.”

O último editorial discute como fica a Educação com o advento da pandemia. “A pandemia está expondo as vantagens, mas também as limitações do ensino a distância. Para mitigar as últimas, será necessário um acompanhamento próximo de estudantes com propensão à evasão e avaliações diagnósticas acompanhadas de programas de recuperação. De todo modo, o Todos pela Educação alerta que este movimento ‘só terá chances de sucesso se for pautado pela lógica da coparticipação e parceria’, não só entre alunos e professores, mas entre professores e professores, escola e família e poder público e iniciativa privada. Se isso for feito, com doses de paciência, criatividade e prudência de parte a parte, ‘o aprendizado’, diz o Fórum Econômico Mundial, ‘pode se tornar um hábito que seja integrado às rotinas diárias – um verdadeiro estilo de vida’.”

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