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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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O principal editorial do Estadão neste sábado contrapõe a dificílima missão do novo ministro da Saúde, Nelson Teichi, a de conduzir o combate à maior emergência em saúde pública em mais de um século, e a necessidade, que ele parece ter assumido, de agradar Jair Bolsonaro. As duas coisas, lembra o texto, são inconciliáveis. Para o jornal, Bolsonaro será cobrado diretamente pelos resultados do combate à covid-19. “Nenhum esforço regional, por mais competente que seja, é capaz de substituir a liderança federal no combate à pandemia. Por isso, a responsabilidade primária, irrenunciável e intransferível pela condução do País na crise é do presidente da República, Jair Bolsonaro, e ele terá de arcar com o peso de suas decisões sobre a vida de todos os cidadãos. O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, assumiu essa mesma responsabilidade quando aceitou o cargo, e por isso mesmo o País acompanhou, atento, suas primeiras palavras, na esperança de encontrar ali um compromisso cristalino com a ciência e o bom senso”, diz o jornal.

Outro editorial trata da entrada mais efetiva dos bancos nos esforços de mitigação dos efeitos do coronavírus na economia. Lembra que o setor bancário deve lançar nos próximos dias um pacote mais consistente de financiamentos, depois de, no início da pandemia, ter se recusado a renegociar prazos e taxas para pequenas empresas em dificuldade. “Qualquer ação para atenuar os danos da recessão tem duplo valor. Serve como socorro aos atingidos e, ao mesmo tempo, tem um sentido preventivo. Sem ser exatamente igual, assemelha-se ao esforço para achatar a curva de progressão da covid-19. Trata-se de evitar o risco de uma quebradeira descontrolada. Materializado esse risco, todos serão afetados. Mesmo os maiores grupos, incluídos os financeiros, pagarão pelo desastre. Na melhor hipótese, serão forçados a operar por longo tempo em ambiente de retração muito severa, e, portanto, com oportunidades bem menores de lucro”, pontua o jornal.

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