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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta segunda-feira, 20, discute a falta de lideranças no Brasil em meio a pandemia de coronavírus. “Diante do drama humanitário e econômico causado pelo novo coronavírus, tem sido frequente a constatação de que faltam líderes no cenário mundial à altura da crise. Uma das raras exceções é a Alemanha, em que até políticos da oposição têm reconhecido o privilégio de poder contar, em momento tão delicado, com a liderança da chanceler Angela Merkel. O caso brasileiro é de outra ordem. Não se trata de lamentar a ausência de lideranças magnânimas e altruístas. Aqui, o problema é básico. Desde 2003 o País tem assistido a uma sucessão de presidentes que, eleitos para governar, não governam, preferindo fazer do mandato uma contínua campanha eleitoral, seja para sua reeleição, seja para a eleição de seu sucessor.”

O jornal discute também a importância da decisão do STF que manteve com governadores e prefeitos as decisões sobre as medidas contra o coronavírus. “A decisão é uma importante defesa da Federação, ao preservar o âmbito de atuação de cada ente federativo. Trata-se do explícito reconhecimento de que o poder estatal não está inteiramente centralizado na União. Tal realidade institucional, tantas vezes mal compreendida, como se fosse mero elemento complicador da atuação do Estado, tem profundo caráter democrático, ao garantir, tanto quanto possível, a proximidade do cidadão com o poder.”

Trata também em outro texto como a tecnologia pode ajudar no combate ao covid-19. “Além de confrontar a humanidade, em nível pessoal e civilizacional, um dos efeitos da pandemia é transportar o futuro de um horizonte longínquo para o aqui e agora. Com o confinamento generalizado, a sociedade está sofrendo um choque de digitalização. Mas enquanto o mundo do trabalho e o do lazer têm tempo para se adaptar a esse futuro tornado prematuramente contemporâneo pela força de um vírus, aqueles que combatem este vírus com tecnologias como Inteligência Artificial (IA), robótica e Big Data precisam acelerar dramaticamente seus procedimentos para enfrentar a velocidade da sua disseminação. Afinal, além de permitir a continuidade do trabalho e das relações sociais, estas tecnologias podem fazer a diferença entre a vida e a morte no front de batalha.”

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