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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Editorial do Estadão desta quarta-feira, 22, aponta para o tipo de poder que o presidente Jair Bolsonaro almeja: aquele em que não é necessário prestar conta às instituições, como ocorre na Venezuela. “Nesse regime dos sonhos bolsonaristas, nem o tal ‘povo’ nem o presidente da República são responsáveis pelos problemas do País; estes são sempre fruto das tramoias dos demais Poderes, que se recusam a satisfazer a vontade do “povo” e são vistos como inimigos que tramam para usurpar o poder conferido ao presidente nas urnas. Não à toa, Bolsonaro vive a invocar a possibilidade de sofrer impeachment, quase como se estivesse a desejá-lo, para servir como ‘prova’ da tal conspiração.”

Também aponta que é preciso termos muita solidariedade para passarmos pela pandemia do novo coronavírus. “Na homilia do domingo passado, chamado pelos católicos de Domingo da Misericórdia, o papa Francisco fez algumas reflexões que podem ser de especial utilidade nestes tempos de pandemia. A crise atual exige do poder estatal uma resposta diligente e abrangente, que enfrente as inúmeras questões sanitárias, médicas e econômicas trazidas pela pandemia. Mas a situação atual também pede a todos uma atitude de profunda solidariedade. Não se conseguirá realizar a grande prioridade, que é cuidar das pessoas, sem o envolvimento de todos – governo, empresas e cidadãos.”

Ainda tratando sobre a pandemia, aborda que é necessário que o ministro da Economia comece a traçar um plano para a saída da crise. “Economistas poderão calcular a retomada a partir de tipos selecionados de empresas, mas o planejamento prudente será multidisciplinar. Se o poder central participar do esforço e promover alguma coordenação, tanto melhor. Mas para isso será indispensável deixar de lado, por algum tempo, a preocupação do presidente com fantásticos rivais na eleição de 2022.”